quarta-feira, 4 de novembro de 2009


Amanhecido

E nesse chegar em casa
Depois de uma madrugada
Não diversa aos prazeres da carne
Leia-se sair com uma moça
Noite , madrugada ,
Na garganta atravessada
Sem namorada, só trabalhada
Nesse verso nessa estrofe multifacetada

E nessa visão pouco normal
Me sinto nômade de sonhos
Olhos esbugalhados ... cansados
Sorriso empapado de cansaço
No suor pingando versos


Nem parece poeta
Numa noite sem donzela
Feito o pobre , o rejeitado pateta
Daquela imbecil novela

Nesse tema é que me vem o alívio
E também na poesia
Ver nas desgraças dos que vivem
A graça de ser como se é

Depois de amanhecido
Parece doido varrido
Pereço
Olhar morto esvanecido
Numa alcova, num jazigo temporário
Não poetar não consigo
Pra levantar tem horário
Pelo caminho tortuoso dos versos
Sigo
Amanhecido !

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